terça-feira, 30 de Novembro de 2010

tu que me olhas como quem ve



É mais que um estilo. É uma opção que faz com que comece todos os meus textos do mesmo modo. Começo sempre pelo meio, de forma abrupta, como se estivesse aqui a falar há imenso tempo. Esta estranha forma de redigir pode justificar também a minha forma de estar na via. Também sinto que estou aqui há imenso tempo, a falar para o ar, sem saber ao certo quando é que cheguei. Tal como os meus textos, também eu corro o risco de ser mal-interpretada. 
Falta esse conhecimento prévio sobre o que digo ou faço. Falta saber esse pequeno grande pormenor que marca toda a diferença - a minha origem. E talvez o facto de ser escutada a meio faz com que quem me ouça perca o interesse muito facilmente.
Começo pelo meio porque desconheço a minha outra metade.

Não sei quem sou. Não sei o que de mim podem ver. Apenas sei aquilo que quero ser.

I do think so

segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

moi je joue





Acho que vou passar a ouvir mais música francesa.

domingo, 28 de Novembro de 2010

mesmo a calhar




O Estudante nunca copia. Recolhe dados.

keep dreaming




Eu, quando fecho os olhos.

sábado, 27 de Novembro de 2010

How much does love weigh?



How many lives do we live? How many times do we die? They say we all lose 21 grams... at the exact moment of our death. Everyone. And how much fits into 21 grams? How much is lost? When do we lose 21 grams? How much goes with them? How much is gained? How much is gained? Twenty-one grams. The weight of a stack of five nickels. The weight of a hummingbird. A chocolate bar. How much did 21 grams weigh?

true story

Harry Potter

É daquelas coisas que sei que posso contar, pelo menos, ao meu futuro afilhado(a). É daquelas estranhas histórias que, por mais que nos criem algum desconforto, deixam-nos sempre com um sorriso estúpido na cara e uma estranha nostalgia na pele.


Orgulho-me de fazer parte da geração Harry Potter. Lembro-me de ter começado a ler os livros porque a minha prima mais velha tinha lá por casa, perdido na estante, um tal livro de uma Pedra Filosofal. Foi amor à primeira leitura. 
Lembro-me de aguardar pela chegada da carta que me levaria para Hogwarts e de me questionar porque razão não havia escolas para feiticeiros. A verdade é que na altura não percebi que a verdadeira passagem para Hogwarts estava no folhear das páginas dos livros e que a magia estava na entrega de corpo e alma que eu fazia à história.

Lembro-me ainda, quando o filme saiu, de chorar baba e ranho e pedir ao meu pai para me comprar a cassete VHS (sim, sou desse tempo). Lembro-me ainda de como saltei de alegria quando o vi chegar a casa, com ar triunfante, e com o filme na mão. "Comprei-o para ti" disse-me ele. Soube mais tarde que o tinha pedido emprestado a um amigo do trabalho, mas isso pouco importou, porque quando soube exigi um filme para mim. Ainda o tenho: dobrado em português e com a fita a falhar mais para o fim.
Lembro-me ainda dos Natais em que recebia mais um livro da colecção e o devorava em três dias. Lembro-me de ter chorado compulsivamente quando a saga terminou.

Hoje olho para os livros com uma certa nostalgia. Olho para os três protagonistas e revejo-me neles. Eles cresceram. Eu também.
Os anos podem ter passado, mas a magia continua bem presente em mim.


IV

“…someday I’ll be big enough so you can’t hit me…”

sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

As Groupies do sec. XXI estao no Facebook

Poderia começar esta minha dissertação com um mero “Gosto” - ou não é assim que as coisas funcionam hoje em dia? O problema pode estar no facto de que os gostos foram demasiado banalizados. Os utilizadores do Facebook, quer queiram quer não, funcionam como aquelas groupies dos anos 70: adicionam compulsivamente criaturas (conhecidas ou não) à sua infinita lista de amigos, revêem pormenorizadamente as suas fotografias, juntam-se a grupos e apercebem-se que afinal “não são os únicos a ficar presos nas portas automáticas do supermercado”, “não são os únicos que odeiam abrir pacotes de leite” e “não são os únicos a adorar bitoque”. A única diferença entre os facebookianos e as groupies, é que os primeiros (ainda) não vão para a cama com os dirigentes do Facebook, para assim alargarem a sua rede de contactos.

Esta situação leva-me a crer que a massificação de gostos veio para ficar e, pior que tudo, veio para contagiar (qual gripe sazonal!).

Para certas pessoas, não estar no Facebook é como comer gelado no banco de um jardim num dia de chuva – simplesmente não tem fundamento. Como é possível que uma rede social tenha ganho tanto poder em tão pouco tempo? Prova disso é a justificação de determinadas notícias por parte dos meios de comunicação: “Declarações do senhor Joaquim da esquina na sua página de Facebook”. Não me parece que o dito senhor Joaquim tenha aderido à febre facebookiana porque pretendia estar em contacto com os seus amigos das tascas (o mais certo seria porque queria alimentar as suas vaquinhas e tratar da sua hortinha no Farmville – mas isso já é outra conversa).

Então porquê o Facebook e não outra rede social? A resposta poderá estar no segredo dos deuses ou apenas à distância de um mero log in. O Facebook é acessível, é grátis e dá milhões (de amigos). E, em tempos de crise económica, onde o mote do dia é conter as despesas, nada melhor como ficar agarrado ao computador a deambular entre perfis. É que enquanto estamos no Facebook não nos lembramos de ligar a TV e passar a tarde a comer no sofá, logo não precisamos de ir tantas vezes às compras, o que faz com que gastemos menos dinheiro. O Facebook devia estar incluído nas ópticas económicas da despesa. Elementar, não acha?


quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

hey Jimmy!


O adorável (e sempre fotogénico) Jimmy.



So, where do you live?


Mostly in my head.

terça-feira, 23 de Novembro de 2010

mademoiselle


yeah, it's mine.

sábado, 20 de Novembro de 2010

Do not forget!

A 4 semanas do final de aulas, a lista de tarefas aumenta de dia para dia (e não parece ter fim!):


- Trabalho de Semiótica
- Trabalho de Economia Política
- Mini-teste de Economia Política
- Trabalho de Introdução à Economia
- Construção de um site
- Construção de uma infografia em Flash
- Entrevista para Online
- Trabalho de Rádio
- Programa na JPR - Grande Ecrã


Preciso mesmo de férias!

quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

e g o






I'm so many people. Sometimes I wish I was just me.

Querida cama, por que te abandonei?

Sou uma pessoa naturalmente azarada. Quando digo naturalmente refiro-me a doses moderadas de azar (nunca me caiu um piano na cabeça como ao George Clooney), mas parece que hoje, mesmo não sendo Sexta-feira 13, resolvi absorver todas as energias negativas do planeta.

Ponto um - Ontem tive a infeliz ideia de deixar a porta do quarto aberta para o meu gato entrar. Eu já deveria estar preparada para o pior, mas armei-me em esperta e deixei-o ficar entre os lençóis. Após cerca de 10 minutos a levar com as suas patas na minha cara e a sentir o seu farejar junto das minhas orelhas, a criatura lá adormeceu. Deveriam ser cerca de 3 da manhã e eu tinha de me levantar às 9. Às 6h o Jimmy teve a triste ideia de se pôr aos saltos (!) em cima da cama e fazer barulho na mobília. Irritada, peguei na criatura (eu de olhos fechados, a bater contra os móveis) e fechei-o na sala. Voltei para a cama, mas o meu sono nunca mais foi o mesmo. Às 9h toca o despertador. É claro que não resisti e adiantei o alarme para mais meia hora. Às 9h30 não pude evitar e lá me levantei. Em 15 minutos arranjei-me, espreitei pela janela (o sol raiava por entre as nuvens) e saí de casa a correr (tinha aula às 10h). Quando saio do prédio começa a chover (!), e eu sem o raio do guarda-chuva! Volto a casa e apercebo-me que o elevador, miraculosamente, subiu até ao 10º andar. Como vivo nos primeiros andares, subi as escadas de dois em dois degraus quando, de repente, se apaga a luz e aqui a minha pessoa espalha-se ao comprido. Enervada, corri feita louca para casa, peguei no guarda-chuva e voltei a correr escadas abaixo.

Ponto dois - Após esta confusão SÓ para sair de casa, quando me dirijo em direcção à passadeira apercebo-me que os semáforos estão avariados. Esperei um bom bocado para aquilo ficar verde e corro, que nem uma flecha, em direcção ao outro lado do passeio. No entanto, mal chego ao passeio, dou de caras com uma "procissão de terceira idade" que não me deixa sequer ultrapassar. Feita louca atravesso a estrada e volto à corrida desenfreada. 

Ponto três - Já eram 10 horas quando eu ia a subir a rua mais inclinada do meu percurso. No cimo da rua estava um grande grupo de pombos (!). Ultrapassei-os devagarinho para não os assustar, mas nisto, aparece um cão a ladrar, assusta os pombos e eles vêm TODOS na minha direcção! Começo a correr e avisto a faculdade.

Claro está que, quando entrei na sala de aula, estava com ar de quem tinha ido combater no Iraque. Hoje, na aula de Imprensa, tinhamos de mostrar o fio condutor da nossa crónica. Quando o professor se chegou a mim eu JURO que rezei a todos os anjinhos e santinhos para que ele não dissesse algo do género: "Isto não serve! Vais ter de fazer outra coisa!". Tal não aconteceu. Ele até gostou e, posso dizer, que o meu dia mudou completamente desde esse momento!

Hoje tivemos jantar em casa da V. Eu e a D e o R fomos de autocarro até quase casa dela. No entanto, (ALERTA PONTO QUATRO) quando saímos na paragem, a D grita: "Esqueci-me do telemóvel no autocarro! Deve ter caído!". Começámos a correr que nem loucos atrás do 305. Atravessámos a rua sem olhar para os semáforos, bem ao estilo dos filmes. O R gritava "Não vamos conseguir!", eu corria cada vez mais e a D, que ia atrás, a certa altura grita "Esperem! Afinal está aqui!". Sim, quase que nos matámos, mas afinal o telemóvel estava connosco. 

Churrasco e depois tremoços e amendoins, acompanhados de uma boa goleada à Espanha e de risos e gritos. Foi este o meu final de dia. A manhã foi para esquecer, mas o final de tarde e a noite compensaram todo o azar matinal. Afinal até fiz bem em sair da cama.

quinta-feira, 11 de Novembro de 2010


CARNEIRO:  Espontâneo. Engraçado. Beija muito bem. Adora namorar. A família é muito importante. Generoso. Precisa sempre de estar certo. Muito boa pessoa.



Sim. Sou eu.

terça-feira, 9 de Novembro de 2010

as the world turns




Simplesmente odeio. Odeio com aquele ódio que vem cá de dentro, da parte mais ruim e feia do nosso corpo. O meu ódio sabe mal. Deve ser da infecção que me alastra o peito. O meu ódio vem daí, sabias?
Odeio, sim. Odeio a forma como dizes as coisas; a forma como gostas das mesmas coisas que eu. Odeio quando falas como eu. Odeio dar de caras contigo. Odeio. Mil vezes odeio!
E dou por mim assim. A regressar às origens por ti, a voltar àquilo que era e que tentei ocultar perante ti. Terá sido por isso que a ligação se quebrou? Não sei. Não quero saber. Odeio demasiado isto para pensar em seja o que for.


Deja-vu



Voltei. Para ser sincera acho que nunca fui embora, simplesmente permaneci escondida. Voltei, mas não mais viva. Acho que continuo igual. Acho que apenas estou de volta aos melodramas, às lamechices e falsas poesias.

Questiono-me sobre o porquê de voltar. Possivelmente nunca me deveria ter afastado. Tentei ocultar uma boa parte de mim. Terá sido por isso que me tenho sentido tão incompleta?

Tinha saudades, admito. Olhando para trás, sinto que não fiz absolutamente nada desde a última vez que fui eu. Nada. Fui apenas um pedaço de carne com aspecto humano que não soube sentir. O saber sentir é relativo, sim. Acho que senti demais nestes últimos tempos. Foram demasiadas emoções ao mesmo tempo, o que pode justificar os devaneios que ainda persistem. Este pode ser um desses. Não sei. Acho que não se pode saber num tão curto espaço de tempo.

O que importa é que voltei. Se é bom ou não, isso não sei. Voltei, sim. E estou aqui para ficar.

quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

What happens when you delete your recycle bin?

quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

Porque isto me alegrou o dia



"Tenho de ir um dia a Portugal."

James Franco in Correio da Manhã

segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

31.X.2010


Por acaso tenho pena. É daquelas tradições que eu gostava imenso que estivessem impregnadas na sociedade portuguesa. Temos o Carnaval, é verdade, mas é uma festa demasiado alegre e colorida. Precisamos de algo sombrio e assustador.

Passei o meu Halloween da mesma forma que passo todos os anos: passeando pela feira que anualmente se realiza na minha hometown. Este ano não tive cá família de fora, por isso aventurei-me com a minha mãe num programa um pouco diferente. Ela quis celebrar o Dia das Bruxas à sua maneira, por isso perguntou-me se queria ver um filme de terror: "Não muito assustador!", disse ela. Pois bem, deparei-me com um grande dilema e, como não sou grande fã de filmes terror, resolvi dar uma vista de olhos pelos clássicos. A escolha foi The Birds, de Hitchcock.

Após cerca de duas horas de filme, o final mais parvo de sempre chegou e eu e a minha mãe, olhando uma para a outra, exclamámos: "Só isto?! Já acabou a história?!"
Acredito que Hitchcock, lá no paraíso dos realizadores, deve estar a rogar-me pragas por eu não ter apreciado um clássico. Tenho pena. A sério que tenho! Eu até estava a gostar do filme! Juro que estava, mas aquele final precipitado arruinou a imagem que eu estava a criar!

Já é tarde e eu deveria estar a estudar Economia. Com teste marcado para terça-feira, o meu cérebro não está suficientemente economizado para ter positiva. Acho que me vou aventurar pelas leis da oferta e da procura enquanto finjo que vejo o White Noise. Está a dar agora na SIC e parece ser tão secante como o estudo de Economia.